Recentemente o Melanoma Institute Australia publicou uma nota sobre um artigo científico de autoria da Dra Lílian Licarião publicado no British Journal of Dermatolgy. Veja o texto na íntegra abaixo:

Melanomas são, com frequência, difíceis de diferenciar de pintas, o que torna a detecção precoce um desafio para muitos médicos e pacientes. Pode ser necessária uma cirurgia para confirmar o diagnóstico de melanoma.

Uma maneira de diferenciar pintas de um melanoma é observando mudanças no formato ou na cor da lesão, porque as células de um melanoma dividem-se continuamente. Quando monitoramos uma lesão ao longo de 3 meses com fotografias, método conhecido como dermatoscopia sequencial, pintas não apresentarão mudanças, enquanto melanomas apresentarão alterações. Esta técnica também é conhecida como monitoramento dermatoscópico digital.

Uma tecnologia nova no diagnóstico do melanoma tem sido desenvolvida para melhorar a acurácia clínica. A espectroscopia de impedância elétrica (EIE) é uma técnica diagnóstica não invasiva que avalia a lesão pela aplicação de uma corrente elétrica alternada. Há diferenças elétricas entre pintas benignas, que são lesões bem organizadas, e melanomas, lesões malignas com uma organização caótica das células.

Pesquisadores descobriram que a utilização da espectroscopia de impedância elétrica (EIE) pode evitar o monitoramento dermatoscópico de uma lesão em quase metade dos casos. Eles também mostraram que usar a espectroscopia de impedância elétrica (EIE) já na primeira vez que um paciente é monitorado pode favorecer a retirada de um melanoma sem a necessidade do acompanhamento ao longo dos 3 meses, o que posterga a retirada do tumor. Isso foi o que aconteceu em 83% dos casos de melanoma estudados.

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