Você está sentado na sala de espera do dermatologista, preenchendo a ficha que normalmente é necessária para ser atendido em consulta. Depois de responder às perguntas básicas, você vê a próxima pergunta e fica atônito: ela questiona sobre seu histórico médico familiar. Alguém na sua família já teve melanoma ou outra forma de câncer de pele? E aqui estão as razões pelas quais o seu médico pergunta isso:

A história pode se repetir

Um histórico familiar de melanoma aumenta seu risco de desenvolver câncer de pele também. De acordo com o Dr. Ramzi Saad, um médico dermatologista membro da Fundação de Câncer de Pele em Plymounth, Massachusetts. Na verdade, 1 em cada 10 pacientes diagnosticados com melanoma tem um membro na família com histórico desta doença. É por isso que o Dr. Ramzi Saad ensina, quanto mais informações você oferecer, melhor.

1 em cada 10 pacientes diagnosticados com melanoma tem um membro na família com histórico desta doença

“Nós perguntamos sobre histórico de câncer de pele, mais especificamente, melanoma, mas ter o histórico familiar de todos os tipos de câncer também é importante”, ele diz. “Há algumas conexões genéticas entre melanoma e outros cânceres”.

Parente próximo com melanoma, risco aumentado

Coletar informações precisas sobre vários membros da família pode ser um pouco assustador, mas o Dr. Ramzi Saad mostra alguns pontos que têm uma maior importância ao vasculhar seu histórico médico. O número de parentes que já teve melanoma, particularmente parentes de primeiro grau como pai, mãe e irmãos é um dado importantíssimo. Cada pessoa com parentesco de primeiro grau que teve melanoma aumenta em 50% a chance de você desenvolver a doença se comparado a pessoas sem esse histórico na família.

Quanto mais completo o histórico, melhor, mas o número de parentes de primeiro grau com a doença é o fator mais importante para indicar um risco aumentado de melanoma.

Tomada de atitude

O que acontece se você descobrir que o câncer de pele é comum na sua família? A recomendação é vigilância extra na prevenção, usar protetor solar todos os dias e evitar exposição solar desnecessária. É importante se auto examinar, mas ir ao dermatologista anualmente é igualmente fundamental.

“Um exame de toda a pele por um profissional treinado pode ajudar a identificar lesões suspeitas que necessitam serem removidas. Um dermatologista qualificado também será capaz de ajudar pacientes ficarem de olho em lesões que podem se tornar cancerosas no futuro e estabelecer a frequência de acompanhamento adequada para aquele determinado indivíduo.

Assim, antes mesmo da sua próxima consulta ao dermatologista, procure descobrir informações sobre o seu histórico médico familiar. Você pode se surpreender ao descobrir que alguém próximo a você já teve que lidar com um câncer de pele e essa informação pode ajudar o seu dermatologista e você.

 

Texto originalmente publicado aqui.
Imagem: Pixabay.